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Cotidiano

Mulheres do Oeste do Paraná trabalham para resgatar tradição do plantio de café

Por um longo período, o café foi um dos principais geradores de riqueza para o estado do Paraná.

Aqui no Oeste, a cidade de Jesuítas teve seu tempo glorioso na produção do grão ainda no século passado, quando no final da década de 90 chegou a colher até 100 mil sacas. Este ano, na safra de junho, foram colhidas apenas três mil sacas.

Mesmo com menor produção, essa ainda é uma das melhores produtividades do estado. Um grupo de mulheres de Jesuítas e Iracema do Oeste tem trabalhado para resgatar a tradição do plantio do café e, mais do que isso, garantindo rentabilidade para as famílias produtoras.

O que essas nove mulheres têm em comum é o amor pelo café. Tanto gosto pelo grão, que elas se uniram para resgatar a tradição do cultivo do café, nas cidades de Jesuítas e Iracema do Oeste. Juntas, elas já plantaram aproximadamente 50 mil pés. O trabalho que elas realizam vai desde a colheita até a comercialização. Todo o processo é feito de forma artesanal. Depois de selecionados os grãos passam pela torra.

A área de cultivo do café em todo o estado do Paraná é de mais de 35 mil hectares, número que é bem inferior do que já foi em décadas passadas. Nos anos 90, aqui na cidade de Jesuítas eram 400 propriedades que produziam o grão. Hoje esse número não chega a 80.A principal dificuldade dos agricultores é tornar o cultivo rentável, já que a produção é de alto custo.

Mas foi produzindo em menor escala e com maior qualidade que esse grupo de mulheres tem conseguido rentabilidade para o cultivo. Se o café tradicional é comercializado ao preço médio de R$7 o quilo, o especial encontra compradores dispostos a pagar até R$ 30 pelo quilo. A ideia de trabalhar com grãos selecionados veio do Roberto que é técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná. Desafio que foi aceito com coragem por essas mulheres e pelos seus companheiros.

E a ideia de preparar um produto especial deu tão certo, que essas mulheres viram o café produzido por elas ficar entre os dez melhores do Paraná, em 2018. Agora elas trabalham para produzir com ainda mais qualidade. Para isso elas resolveram empreender e montar a própria empresa. E a partir de agora o café dessas mulheres poderá chegar à mesa de inúmeras pessoas.

Com informação da Catve

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