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Cotidiano

Pedagoga vai à casa dos alunos para manter motivação durante a pandemia

Em Ibaiti, município com pouco mais de 30 mil habitantes, no Norte Pioneiro do Paraná, centenas de alunos estão recebendo um acompanhamento especial durante esse período de distanciamento entre colegas, professores e demais profissionais da comunidade escolar.

Além de toda a comunicação on-line por meio dos ambientes virtuais de ensino e interação da Secretaria de Estado de Educação e Esporte, como o aplicativo Aula Paraná e o Google Classroom, a pedagoga Edna Regina Leite da Silva faz semanalmente uma peregrinação porta a porta nas casas dos alunos para ver como eles estão.

“Como a gente mora no Interior e a cidade não é grande, não é tão complicado. Tenho ido nas casas para conversar, descobrir por que um ou outro está desmotivado ou deixando tarefas por fazer, se tem algum problema, do que estão gostando ou não. E também para conversar com os pais, que nos dão dicas”, explica a profissional, que trabalha no Centro Estadual de Educação Profissional Seiji Hatanda pela manhã e no Colégio Estadual Antonio Martins de Mello à tarde.

A pedagoga conta que tem ido tanto em residências de alunos com atividades impressas – a minoria – quanto nas dos que estão estudando pela internet. Para quem mora na área rural, a entrega de uma atividade ou um breve encontro é marcado para quando algum membro da família vai à cidade. “Conhecemos todo mundo, a mãe de um que trabalha no mercado, o irmão de outro na padaria, não é difícil encontrar as pessoas. Um pedagogo também ajuda o outro, é uma corrente”, relata.

ALUNOS – Ao todo a pedagoga coordena 180 alunos dos quatro anos do curso técnico de Informática no Seiji Hatanda e 124 de quatro turmas do 6° e 7° anos do Fundamental no Martins de Mello, sendo apenas cinco e 18 apenas com atividades impressas, respectivamente.

“Na educação profissional a situação está mais tranquila, já no fundamental temos identificado mais dificuldades com a tecnologia, internet”, diz. De toda maneira o trabalho das andanças tem surtido efeito”, diz.

Edna diz que ainda não contou quantos quilômetros está percorrendo em cada andança, mas que separa uma manhã ou mais por semana para fazer a caminhada e muitas vezes conta com a parceria da diretora do Martins de Mello, Raquel Bankes. “Antes da pandemia sempre fui a pé para escola, moro a três quadras dela. A outra (Seiji Hatanda) é mais distante do Centro e ia junto com os estudantes no ônibus escolar, então já estou acostumada a caminhar”, revela.

A caminhada é uma das estratégias para acompanhar os alunos. Como o momento não permite uma proximidade física grande, conversas por aplicativos de mensagem também são aliadas. “Mando mensagens de bom dia e de motivação no privado. Essa proximidade me fez identificar, por exemplo, o momento difícil de aluna que tinha deixado de fazer as tarefas. A avó estava em estado terminal de câncer e necessitava cuidados. Acabou falecendo infelizmente, mas comuniquei a aluna que teria tempo para repor e também os professores, que entenderam a situação”.

Apesar das dificuldades, a pedagoga diz que o esforço de todos revelou um lado bom. “É todo um novo processo de estudo e es estamos fazendo o possível para não perder os alunos. Os profissionais nunca estiveram tão juntos. Momento bom para estreitar laços das escolas com o núcleo de educação”, ressalta.

Com informação da AEN-PR
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