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Cotidiano

Primeiros números após retomada econômica são apresentados em Cascavel

Os primeiros números do plano de retomada econômica, que une entidades e o poder público de Cascavel com o propósito de criar ações que minimizem ao máximo o impacto provocado pela crise da pandemia de Covid-19, foram apresentados em reunião no início da noite desta quinta-feira (28) na Acic.

A economista Aline Pansera, que integra a equipe de consultoria responsável pelo diagnóstico dos números da economia cascavelense, explica que está sendo feito um levantamento das variáveis estratégicas para que, em cima delas, seja elaborado um conjunto de ações. “Então, nós estamos buscando os setores que empregam, que geram renda e massa salarial. Nós já conseguimos ver algumas quedas no varejo não alimentício, já tem quedas na arrecadação, já temos os números de demissões . São algumas das variáveis que a gente já identificou, de recessão no município. A ideia, junto à força tarefa, é identificar esses setores e encontrar as melhores soluções para a retomada do crescimento”, explica.

Sebastião da Silva Freitas, coordenador da pesquisa, destaca que será iniciada uma sondagem empresarial para ter uma fotografia bem clara da economia de Cascavel e dos impactos sofridos pela pandemia.

“Essa pesquisa tem um caráter muito importante, tanto no sentido de identificar e entender a economia de Cascavel, quanto nas projeções futuras, em relação a esses impactos. São informações que a gente não consegue obter por fontes indiretas, então temos que perguntar para os empresários, até para captar dele o sentimento e percepções e transformar essas percepções em estratégias para que a cidade possa se reposicionar e devolver essa informação para o próprio empresariado, para que ele também possa se reposicionar e sair da melhor forma dessa crise toda provocada pela pandemia”, avalia.

A expectativa é de que todo o plano esteja estruturado na primeira quinzena de julho. Com os levantamentos feitos até o momento já é possível identificar os principais segmentos que ficaram mais expostos à crise, como os serviços de restaurante, por exemplo. Outros apresentam riscos baixos, como o comércio varejista, entre eles os supermercados e o setor de abates de frangos e suínos. “Essa pesquisa vai ser um subsidio importante para todo esse processo de elaboração do plano de retomada da economia de Cascavel”, diz Freitas.

Nova urgência

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alcione Gomes, esse diagnóstico que está sendo levantado é importante para que sejam identificados os setores que mais precisam ser trabalhados. “Há uma nova urgência, todas as coisas são para respostas imediatas e essas informações vão ser, acima de tudo, fundamentais para podermos acertar as ações de retomada”, declara.

Michel Lopes, presidente da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) diz que a normalidade só deve ser retomada no fim do ano ou início de 2021, mas destaca a importância do levantamento que está sendo feito. “Com os números em mãos fica mais fácil tomar decisões e criar um plano estratégico e, consequentemente, um plano de ações para que todas as entidades possam ajudar o poder público nessa retomada das atividades e, principalmente, na retomada da nossa economia”, frisa.

Dentro desse plano de retomada, a Prefeitura de Cascavel anunciou, no primeiro dia de maio, um pacote de obras públicas de mais de R$ 80 milhões.

O prefeito Leonaldo Paranhos também participou da reunião desta quinta-feira na Acic.

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