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Cotidiano

Retomada das cirurgias eletivas deve acontecer de forma lenta e com restrições

Após um mês de suspensão, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) autorizou, na última sexta-feira (21), a retomada, de forma parcial, das cirurgias eletivas no Paraná. A medida tem o objetivo de diminuir as filas que naturalmente se formaram no estado em função da crise causada pelo novo coronavírus.

No entanto, neste primeiro momento, a retomada ainda deve acontecer de forma lenta e com muitas restrições.
Conforme o assessor especial do gabinete do secretário Beto Preto, César Neves, diz que a queda nos números, principalmente das mortes, e o crescimento da fila de procedimentos eletivos, levaram a Sesa a autorizar a retomada, mas apenas para alguns casos específicos que não envolvam anestesia geral ou necessidade de leito de UTI.
“O que mudou é que estamos em um nítido quadro de desaceleração dos casos, caminhando para um platô, mas ainda não estamos nisso”, frisou.

A nova orientação sugere que sejam suspensos apenas os procedimentos que demandem terapia intensiva no pós-operatório e/ou em pacientes sob anestesia geral, para contingenciamento de medicamentos que serão destinados ao tratamento de pacientes infectados pela Covid-19. Procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia não se aplicam.

Medicamentos que auxiliem na intubação de pacientes, como anestésicos e relaxantes musculares, estão sendo contingenciados e enviados pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para compor os estoques dos 54 hospitais que fazem parte do plano estadual de atendimento exclusivo à pacientes com coronavírus. Esse cenário faz com que seja inviável, neste momento, a liberação de todos os procedimentos.

“O estado do Paraná fez aquisições em caráter excepcional. Tivemos algumas doações, requisições administrativas que o governo federal nos repassou. Contudo, esse quadro ainda está longe da estabilidade”, reforçou Neves, acrescentando: “Vale lembrar que tudo isso chegou a cabo frente ao grande aumento do consumo dessas drogas, especialmente os chamados relaxantes neuromusculares, que tiveram aumento de consumo de mais de 600%. Nenhum estado da União estava preparado para o aumento de consumo dessa magnitude”.

Apesar disso, com a nova resolução, o estado conseguirá realizar grande parte dos procedimentos cirúrgicos eletivos, como obstétricos, ginecológicos, oftalmológicos, orificiais e outros, levando em consideração as questões exigidas no protocolo da Covid-19. “Temos que ter parcimônia e fazer essa a liberação, que já é um grande avanço, mas não de forma irrestrita”, pondera.

Com informação da Catve

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