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No Maracanã, Seleção Brasileira conquistava nona Copa América há 1 ano

O dia 7 de julho de 2019 foi especial para a Seleção Brasileira. Jogando em casa, no Maracanã, a equipe do técnico Tite derrotou o Peru e garantiu o título da Copa América para a Canarinho. Com triunfo por 3 a 1, uma atmosfera incrível foi estabelecida no Maior do Mundo e garantiu a coroação de uma campanha invicta na nona conquista do Brasil na competição. O site da CBF convida você a passear novamente pela Copa América 2019 através de depoimentos de personagens, fotos e muita informação sobre a conquista.

“A campanha da Copa América ficou marcada para mim como uma mistura de sentimentos, emoções e desafios. Desde a remontagem da equipe até a responsabilidade de entrar no Maracanã pela primeira vez como técnico da Seleção Brasileira. Existia muita expectativa interna em mim que eu precisava administrar, e tenho bastante orgulho de ter participado”, relembra o técnico Tite.

A corrida rumo ao título teve início no dia 14 de junho, mas os desafios começaram antes mesmo da estreia contra a Bolívia, no Morumbi. A lesão que o atacante Neymar sofreu em um amistoso, poucos dias antes da competição, forçou o técnico Tite a pensar em uma reestruturação da equipe. Essa remodelagem teve que acontecer durante a Copa América, e deu certo. Apesar de um primeiro tempo morno, a Seleção Brasileira passou pela Bolívia sem complicações, com gols de Philippe Coutinho (2) e Everton, a vitória por 3 a 0 trouxe mais confiança ao grupo. Ainda na primeira fase, o Brasil viria a somar mais quatro pontos dentro da chave, com uma vitória por 5 a 0 em cima do Peru e um empate em 0 a 0 com a Venezuela.

Quando a classificação para o mata-mata já estava consolidada, a equipe Canarinho passaria por outro desafio: superar o afastamento de Richarlison. O atacante contraiu caxumba e teve de ficar em repouso e isolado dos demais companheiros. O atleta do Everton-ING lembra o que não foi um período fácil para ele.

“Foi complicado. Eu estava com muita expectativa por estar em um grande momento na minha carreira, já que eu tinha marcado muitos gols pelo Everton na temporada. Cheguei na Seleção com a confiança de que disputaria todos os jogos e, infelizmente, a doença atrapalhou. Eu sei que faz parte da vida, mas foi uma adversidade que eu tive que superar e fico feliz de ter me recuperado a tempo”, disse Richarlison.

A partida contra o Paraguai, na noite do dia 27 de junho, foi a mais difícil da Copa América. A Seleção não conseguia furar a retranca paraguaia e via o tempo passar em direção a disputas de pênaltis. E foi o que aconteceu. No entanto, a estrela de Alisson brilhou e o goleiro defendeu uma cobrança decisiva, garantindo o Brasil na semifinal.

Antes da decisão, uma velha conhecida: a Argentina. O Superclássico. Richarlison acabara de se recuperar e se encaminhou para o Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A rápida melhora do camisa 21 surpreendeu aos médicos da Seleção e a todos, já que o tempo estimado era de 14 dias. O jogador foi ao estádio e retribuiu todo o apoio que recebeu quando estava longe. Este suporte foi o que deu a ele forças para continuar.

“Eu lembro que eu já estava bem antes do jogo contra a Argentina, tanto que eu pude ir para a partida. Mesmo tendo perdido peso, fui para a semifinal, porque eu sabia que era importante apoiar os meus companheiros. E mesmo com a doença, eles fizeram eu me sentir sempre dentro do grupo. Antes de todas as partidas eles me ligavam, para que eu pudesse assistir às palestras do professor Tite, e isso me deu muita força”, contou o atacante.

Outro integrante desse elenco vencedor foi Daniel Alves. Repleto de experiência e responsabilidade, o lateral-direito foi o capitão do time e o conduziu rumo ao título. Seu desempenho foi recompensado e lhe rendeu o prêmio de melhor jogador do torneio. Com um gol marcado sobre o Peru, na primeira fase, e uma atuação decisiva na semifinal contra a Argentina, o capitão atribui imenso valor a esse reconhecimento individual na competição. Com quatro títulos com a Amarelinha, Dani também coleciona lembranças das preleções de Tite.

“Um momento exclusivo que me marcou bastante foi quando a gente estava a caminho da coletiva de imprensa, antes da final. E o professor Tite falou uma coisa para o grupo que ficou martelando na minha cabeça: estão aqui os que mereceram, tanto nós quanto eles (Peru), mas temos que merecer mais. No final, deu tudo certo e estamos de aniversário”, compartilha Dani.

Na decisão, a Seleção enfrentou novamente o Peru, que havia goleado na primeira fase. O duelo pela taça, no entanto, foi mais difícil. Apertado, o confronto só foi decidido quase que no apagar das luzes. Everton Cebolinha abriu o marcador ainda na primeira etapa, mas os adversários arrancaram o empate momentos antes do intervalo. O Esquadrão Canarinho voltou melhor no segundo tempo e voltou a comandar o placar com gol de Gabriel Jesus. O Brasil controlava bem o jogo, mas os peruanos assustavam. Até que, na reta final, Cebolinha foi derrubado na área e o árbitro marcou o pênalti. Richarlison havia acabado de entrar, mas mostrou confiança e fez o gol do título.

“Eu lembro que eu estava atrás do gol aquecendo e falei com o Miranda: “Se o professor Tite me colocar eu tenho certeza que vou fazer um gol”. Na conversa com o Tite aconteceu a expulsão e eu pensei: “Acho que ele vai mudar a substituição por conta de estar com um atacante a menos”. Eu entrei com toda a força de vontade que tenho, segurei a bola na frente e, quando o Cebolinha sofreu o pênalti, eu não hesitei em pedir a cobrança. Na hora, eu olhei para o Dani Alves, porque ele era o capitão, e falei com os olhos arregalados: “Deixa eu bater, eu estou confiante”. Ele podia muito bem pegar a bola, mas deixou para mim e me abraçou. Finalizei na lateral da rede e eu corri para abraçar os meus colegas de Seleção”, declarou o “Pombo”, com extrema felicidade.

Quando o árbitro anunciou o final daquele jogo e os jogadores invadiram o campo para comemorar o título histórico dentro do Maracanã, o técnico Tite fez o caminho inverso. Ele andou em direção ao vestiário para agradecer aos funcionários de toda a comissão, que foram extremamente importantes naquela trajetória.

“A primeira reação que eu tenho é entrar no vestiário para comemorar com os massagistas, fisioterapeutas, com a staff e com os roupeiros que estavam ali. Lembro que comemoramos muito em um primeiro abraço e, em seguida, fiz a minha oração. Só depois voltei para o campo, para participar da alegria da comemoração da torcida, dos jogadores e de seus familiares. Todos ali, emocionados”, narra Tite.

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