Dengue Pato
Bike Refran
Prefeitura de Mercedes
Ortocolchões
Sandras Publi
Família Acolhedora
Dengue antes
Casa da cuca
Banner Yamaha
FarmaVidda
Esportes

Sim, os preparadores precisam de proteção

O automobilismo está sem qualquer atividade no Brasil, atendendo as recomendações das autoridades de saúde, em função da pandemia do coronavírus. Algumas equipes e promotores perderão patrocínios, mas são os preparadores que mais sofrem com a crise. A paralisação veio logo no início da temporada. Foram poucas as categorias que tiveram as etapas de abertura da temporada realizada. Com isso os preparadores estão sem trabalho e alguns não tinham definido para quem iriam trabalhar na temporada de 2020.

Rubens Gatti, presidente da FPrA (Federação Paranaense de Automobilismo) defende a tese de que o automobilismo precisa proteger os preparadores, e precisa mesmo. Ainda não se tem uma previsão de quando as competições voltarão, por isso será preciso buscar uma solução para diminuir o impacto da crise para os preparadores.

Para Rubens Gatti, o automobilismo é uma indústria sem chaminé, que precisa proteger os preparadores. Será importante que as competições sejam retomadas tão logo as autoridades de saúde digam que não há a risco à saúde com aglomerações. “Os preparadores estão para o automobilismo como os mestres de obras estão para a construção cível. Sem eles não há atividade. São fundamentais para o esporte e são os que estão mais sofrendo com esta crise. Teremos que retomar os campeonatos tão logo seja possível”, afirma Rubens Gatti.

Cada preparador tem em média outros dois colaboradores. Levando-se em conta que a maioria é de casados, três famílias vivem do automobilismo. Isto quer dizer que para cada piloto, aproximadamente 10 pessoas dependem do automobilismo. Nas categorias maiores, como Stock Car e Copa Truck, por exemplo, este número é maior uma vez que o volume de pessoas de trabalho é maior. Também há impacto, mas muitos preparadores estão amparados por contratos de trabalho fechados por várias temporadas. O problema maior é as equipes perderem patrocínios e não vierem a disputar a temporada. Ai haverá desemprego. Com o Brasil tendo mais de 8 mil pilotos, chega-se a conclusão de que aproximadamente 80 mil pessoas que têm o automobilismo como fonte de rende e estão precisando de apoio, de proteção.

Quais ações devem ser tomadas. Gatti defende que as competições sejam retomadas ao mais rápido possível após as autoridades de saúde reconhecer que não há risco à saúde com aglomerações. Os calendários devem ser refeitos, buscando preservar o número de etapas, porque muitos preparadores ganham por prova, mesmo que a temporada só venha a terminar em janeiro, mês que não há competições. Pode-se se entender até fevereiro e abrir a temporada 2021 só a partir de março. Outra possibilidade é os pilotos e equipes adiantarem pagamentos. Mas o importante será o bom senso e entender que proteger os preparadores neste momento é manter parcerias e garantir bons serviços para vitórias no futuro.

Foto: Mario Ferreira/Divulgação

Com informação da Catve

TOPO