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Policial

Justiça nega pedido e mantém valor de R$20 mil para liberar ex-assessor

A juíza Raquel Fratantonio Perini indeferiu na tarde desta quarta-feira (19) o pedido da defesa do ex-assessor parlamentar para baixar o valor da fiança estipulada em R$20 mil. O advogado Julio Morbach afirmou que o acusado tem vida financeira incompatível com o valor.

O citado foi preso ao ser flagrado recebendo R$1 mil de uma paciente para supostamente custear o anestesista de um procedimento 100% pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Ele segue na carceragem da Cadeia Pública de Cascavel desde o dia 17 de agosto.

Na decisão, a magistrada aponta que os documentos apresentados pela defesa “não se prestam” para provar a real condição econômica do ex-assessor. “O acusado ocupava o cargo de ASSESSOR ESPECIAL DE GABINETE , auferindo montante de R$ 6.458,06 (inclusive recebeu referido salário neste corrente mês – tudo corroborado pela consulta pública realizada no sítio eletrônico da Câmara Municipal[1]). Não bastasse, do que se sabe da mídia e do que foi confirmado pelo próprio acusado em seu interrogatório policial – o qual prestou na presença de seu advogado – a sua saída foi voluntária, por sua própria vontade”. A exoneração foi aceita em 28 de julho deste ano.

A juíza ressalta que o fato que chama atenção é ele ter pedido exoneração mesmo sendo o responsável por toda renda da família. “Soa no mínimo curioso o acusado optar por estar desempregado, sendo arrimo de família (condição sustentada pela defesa). A propósito, o acusado estranhamente se intitula representante comercial, o que leva a crer que o salário que recebia de Câmara não era sua única fonte de renda”.

Ainda nos autos, ela pontua que a declaração do acusado de concussão não está em dia, visto que já venceram se os prazos para os gastos do ano de 2019. “E por falar em renda, a contar unicamente pelo salário que recebia da Câmara, é certo presumir que deveria realizar a declaração do seu imposto de renda, cujo prazo referente ao exercício de 2019 já se encerrou e poderá, se assim pretender o causídico juntar aos autos”, finaliza.

Em caso de não pagamento da fiança, em no máximo de 48 horas, ele seguirá preso na carceragem da Cadeia Pública.

Com informação da Catve

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