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Policial

Polícia vai investigar vereadores de Cascavel por fraudes na fila do SUS

A Polícia Civil de Cascavel vai investigar a participação de outros dois vereadores e de um assessor da Câmara Municipal, suspeitos de receberem dinheiro de pacientes que aguardam por cirurgias do SUS para antecipação destes procedimentos. A informação foi confirmada pelo delegado Rogerson Salgado, do Núcleo de Combate à Corrupção, após a prisão de um ex-assessor investigado por envolvimento no esquema.

A prisão do suspeito aconteceu na noite de segunda-feira (17), após ele ser flagrado por agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na casa da vítima com o dinheiro. O ex-assessor teria cobrado uma quantia em dinheiro de uma paciente supostamente para pagar a anestesia de uma cirurgia no útero, custeada pela rede pública.

“Foi apurado que mais dois vereadores podem estar envolvidos e também mais um assessor”, afirmou Salgado. Os nomes dos suspeitos não foram informados. “No momento não vamos divulgar nomes. As informações que nós temos é que esse procedimento que está sendo corriqueiro. Então, vamos verificar quem são os outros envolvidos”.

De acordo com o delegado, a paciente aguardava pelo procedimento há quatro anos. A família, então, fez uma postagem nas redes sociais arrecadando dinheiro para realizar a cirurgia pela rede particular quando foi procurada pelo ex-assessor, que teria cobrado R$ 2 mil para pagar, supostamente, o anestesista. Porém, após “negociação” o valor ficou por R$ 1 mil.

O Ministério Público foi procurado pelas vítimas e, por meio do Gaeco, iniciou a investigação que culminou na prisão do ex-assessor. “Efetivamente foi realizado o procedimento na data de hoje [segunda-feira] e após a realização da cirurgia os policiais conseguiram abordá-lo no momento em que ele recebia esse dinheiro”, comentou o delegado. O ex-assessor foi conduzido a 15ᵃ SDP (Subdivisão Policial) e pode responder pelo crime de concussão que tem pena de até 12 anos de prisão.

Ainda conforme o que foi apurado pela reportagem, ele estava nomeado no gabinete do vereador Roberto Parra. De acordo com o parlamentar, o então assessor pediu exoneração no fim de julho.

O delegado Rogerson Salgado ressaltou a importância das denúncias, que podem ser feitas junto ao Gaeco, localizado na Rua Maranhão, 1155, ou junto ao Núcleo de Combate à Corrupção, que fica situado na Rua Vicente Machado, 1334. “Se as cirurgias estão sendo antecipadas indevidamente, prejudicando outras pessoas e mediante cobrança de valores, é uma situação muito grave, ainda mais no momento de pandemia que a gente vive”, finalizou.

Com informação da Catve

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