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Cotidiano

42,5% das transportadoras recorreu à suspensão de contratos, aponta CNT

A pandemia de covid-19 tem afetado duramente diversos setores da economia, gerando às empresas uma diminuição drástica da demanda e do faturamento, além de grandes dificuldades para pagar obrigações rotineiras, como a folha de pagamento, parcelas de financiamentos, tributos e aluguéis.

No setor de transporte, mais de 40% das empresas de transporte precisaram recorrer à suspensão de contratos, à redução proporcional de jornada e salários e a demissões. Os dados são da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que divulgou na quinta-feira (23), a quarta rodada da “Pesquisa de Impacto no Transporte”.

O levantamento coletou dados de 858 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais de transporte, no período de 9 a 15 de julho.

Segundo a pesquisa, até meados de julho, 42,5% das empresas de transporte já haviam adotado a suspensão temporária do contratos de trabalho. Deste grupo, 42,7% recorreram à redução proporcional de jornada e salários e 43,6% precisaram utilizar demissões como alternativa de última instância.

Entre os que já adotaram a suspensão temporária, 53,4% pretendem suspender temporariamente novos contratos. Já entre os que utilizaram a redução proporcional de jornada e salários, 62,8% trabalham com um cenário de novas reduções. No caso das demissões, entre as empresas que já desligaram funcionários, 40,9% esperam realizar novas demissões nos próximos 30 dias.

CAPACIDADE DE PAGAMENTO
Além de gerar suspensão de contratos, a crise econômica causada pela pandemia reflete diretamente na situação financeira e a capacidade de pagamento das transportadoras. Para 41,8% delas, a capacidade de pagamento está muito comprometida, o que significa dificuldade para manter gastos com a folha de pagamento, parcelas de financiamentos, tributos, aluguéis, entre outros.

A pesquisa da CNT aponta ainda que o percentual de empresas nessa situação aumentou em relação ao apurado para o mês de junho e voltou ao patamar acima dos 40%, que já havia sido registrado em abril. Nessas condições, 26,4% das empresas de transporte conseguem permanecer operando com recursos próprios por, no máximo, mais um mês; sendo que, até meados de julho, 21,3% já precisaram recorrer a linhas de financiamento para complementar o fluxo de caixa e cobrir a sua operação.

Com a saúde financeira fragilizada, 52% das empresas consultadas solicitaram aos bancos algum tipo de financiamento, sendo que 54,3%) teve a sua solicitação negada. “Avalia-se, portanto, que a necessidade de crédito para as transportadoras aumentou, enquanto o acesso aos recursos ficou mais difícil”, destaca a pesquisa.

Com financiamentos escassos, parte das transportadoras recorreu ao crédito rotativo, que tem as taxas de juros mais altas do mercado. A pesquisa da CNT apurou que 34% das empresas buscaram o rotativo e os motivos mais citados foram: queda de faturamento; necessidade de pagar despesas correntes, como aluguel, fornecedores e parcelas de dívidas anteriores; necessidade de pagar salários e cobrir o capital de giro; e dificuldade de acessar outras linhas de crédito com taxas de juros melhores do que as do rotativo.

“A situação evidencia a falta de agilidade no atendimento às necessidades das empresas durante a pandemia e ressalta o risco iminente de falência em massa no setor transportador”, alerta a entidade.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com informação da Catve

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