Setembro
Núcleo 09
Agosto Azul
Nucleo
Banner Yamaha
FarmaVidda
Cotidiano

Advogados repudiam vazamento do Gaeco em investigação contra vereador

Mais de 190 advogados assinaram uma carta de repúdio contra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Foz do Iguaçu, que expôs áudios do advogado Marcio Bertti em conversas com o vereador Nilson Hachmann, de Marechal Cândido Rondon.

Bertti é advogado de defesa de Hachmann, denunciado pelo Ministério Público (MP) supostamente por ser líder de uma organização criminosa que fraudava licitações públicas para favorecer empresas que seriam do vereador. Seis pessoas foram denunciadas na ação.

“A decisão de expor os diálogos travados sob a garantia da confidencialidade entre advogado e cliente, além de perseguir e fotografar o advogado no múnus da sua incumbência profissional, caracteriza verdadeira afronta aos valores republicanos, ofensa ao texto constitucional, ao estatuto da advocacia e ao regime das liberdades públicas”, diz o documento.

Bertti, que considerou o caso grave, diz que foi violado nas suas prerrogativas profissionais ao ser seguido e fotografado como se fosse investigado. “Tive minhas conversas com o cliente ‘printadas’, transcritas e destacadas dentro do processo, em clara e inaceitável violação ao disposto no art. 7º, inc. II, da Lei 8906/94”, diz.

O advogado disse ainda que já solicitou providências à seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim). Ele destacou que sua atuação no processo criminal deve somar-se a atuação do Ministério Público e que o embate entre ele e o órgão deve ser limpo, justo e, dentro do possível, paritário.

“Não podemos nos considerar adversários, já que caminhamos no mesmo sentido, qual seja, a busca pela justiça, sendo relevante reforçar que no processo penal não existe lide, mas ponderação de dois interesses públicos”, afirma.

Bertti destaca que como advogado não pode ser considerado um empecilho à concretização da Justiça. “Justo porque sem mim a justiça sequer pode se pronunciar sobre o caso penal, eis que a ausência de defesa técnica no processo penal é causa de nulidade absoluta”, declarou.

Com informação da CGN

TOPO