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Cotidiano

Alunos dobram 1.200 origamis em trabalho pela paz

Na cultura japonesa, aquele que fizer 1 mil tsurus de papel utilizando a técnica do origami pode realizar um desejo. Foi este o desafio proposto pela equipe pedagógica da Escola Municipal Professor Paulo Grott, no Jardim Carvalho em Ponta Grossa. Enquanto os alunos aprendiam e se dedicavam a fazer as dobraduras da pequena garça, tinham em mente uma ideia: desenvolver uma cultura de paz na escola. Nesta quinta (10) eles entregaram os origamis para a comunidade, no Parque Municipal Monteiro Lobato.

A atividade foi realizada durante a Semana da Paz, proposta pela Secretaria Municipal de Educação e realizada em toda a rede. As ações fazem parte do componente curricular Formação Humana/Ensino Religioso, desenvolvido nos CMEIs e Escolas municipais. Todas as unidades desenvolveram ações junto aos alunos, cada uma à sua maneira, tendo a paz como tema principal.

Na Escola Paulo Grott, o origami foi a forma encontrada para trabalhar a ideia. “Tivemos o objetivo de conscientizar de que, para termos a paz, precisamos valorizar a educação, o respeito, a generosidade e a bondade. Com a dobradura a gente desenvolve a coordenação motora, a paciência. Outra coisa bacana nessa atividade foi que eles se ajudaram, ao perceber que tinham colegas que estavam em dificuldade”, conta a pedagoga da escola, Suzi Chezini. “Fizemos 1.200 tsurus. Nosso desejo é que tenhamos paz em nossa escola e nossa cidade”, conta ela. Como pano de fundo, a escola trabalhou o tema como prevenção ao bullying e para aumentar o respeito entre os colegas.

Sérgio Luiz Assunção, formado em Filosofia e Teologia, foi voluntário e apoiou a escola na atividade. “O origami desenvolve a criatividade. De um papel em branco, as crianças fazem uma criação, que pode ser um sapo, cisne, cobra, lagarto, uma flor. Isso é o bacana do origami. Ele também pode ser usado na matemática, em línguas, história, geografia. E tem a parte lúdica, onde o aluno pode vivenciar, dar de presente, contar uma história. Além disso, o Tsuru é o símbolo da paz”, relata o filósofo.

A aluna Ana Beatriz Eising, do 4º ano, conta que fez mais de 50 tsurus. “Quando você está fazendo, só pensa que vai conseguir”, conta ela. O colega Arthur Lacerda da Silva também gostou do desafio. “Você sente alguma coisa quando está dobrando, sente algo diferente, sente paz. É só tentar, que você consegue”, incentiva ele, que fez mais de 200 garças de papel.

Sandra Mara de Souza, mãe da Daphne, do 5º ano, conta que a filha levou o trabalho para casa e envolveu a família. “Achei importante, pois assim conscientiza eles a fazer algo que ajuda na educação. Na escola, ajuda as crianças a prestarem mais atenção. Com o origami, eles já aprenderam que isso pode ajuda-los a se concentrarem mais em sala de aula”, acredita a mãe.

Assessoria

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