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Cotidiano

Ao ter benefício do INSS cortado, homem passa morar na rua e faz greve de fome

Elizeu Kemper de 34 anos está em greve de fome. O homem está sentado na calçada da Rua General Osório com Sandino Erasmo de Amorim, no Parque São Paulo, na manhã desta terça-feira (10), região Sul de Cascavel.

O homem sofre de problemas neurológicos, ele recebe medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas para completar a greve não está tomando os remédios controlados há alguns dias.

“Na época eu cheguei a perder 40% da voz. Eu fui ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de cadeira de rodas e me deram sete meses, depois foi aumentando até chegar em sete anos. Me deixaram um ano sem receber”, diz.

Ele estava afastado do mercado de trabalho em virtude de uma neurotoxoplasmose, descoberta em 2010. Na época ele perdeu o movimento das pernas e braços. Durante esses 10 anos ele vinha recebendo o dinheiro do governo, algumas vezes com pagamentos afastados um do outro, chegando a períodos de 6 meses entre os recebimentos. Ele já chegou a recorrer à justiça.

“Eu fui na Justiça Federal, peguei uma advogada, ela queria R$ 15 mil pelo atendimento, falei que se ela fosse tomar tudo meu dinheiro eu expor o caso. Mesmo assim ela ficou com mais da metade do meu dinheiro. Depois do processo voltei a receber, de tempos em tempos, mais voltou o benefício”, conta.

Ano passado Elizeu voltou a ter o benefício de forma mais estável e conseguiu alugar uma casa e comprar móveis, porém neste ano o INSS foi cortado, e ele doou os móveis e veio morar na rua. Ele espera que a greve de fome chame a atenção das autoridades.

“Eu não vou comer e nem tomar os remédios, quero ver se vão deixar eu morrer para depois fazer alguma coisa por mim?”, questiona.

Com informação da Catve.com

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