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Cotidiano

Após execução de agente penitenciário, categoria realiza protesto em Curitiba

Após o sepultamento do agente penitenciário Lourival de Souza, assassinado em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, trabalhadores da categoria seguiram em carreata até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico em Curitiba, no final da tarde desta quinta-feira (13). Em ato simbólico, os agentes deixaram cruzes no local e pediram uma solução do Estado para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais nas unidades penais do Paraná.

Clayton Agostinho Auwerter, de 55 anos e policial penal há 26 anos, explica que as cruzes representam todos os colegas que foram executados e que a manifestação foi organizada para demonstrar a insatisfação da categoria com a situação. “Depositamos as cruzes representando todos os policiais penais que foram executados covardemente por todos esses anos. E estamos aqui para tentar demonstrar a nossa indignação com a situação. O sistema penitenciário é um universo atípico e por isso precisamos ser tratados de forma diferenciada”, disse Auwerter.

De acordo com o agente, o governo não dá boas condições de trabalho para os profissionais, nem um salário digno e vem retirando direitos “paulatinamente”.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo Miranda, afirma que o ato teve a intenção de exigir uma solução para a insegurança e más condições de trabalho que a categoria enfrenta. “O ato é para mostrar para a sociedade que policiais penais estão morrendo trabalhando e exigir do governo providências em relação a nossa categoria, porque estamos abandonados”, reclamou Miranda.

Depen
O diretor-geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), Francisco Caricati, lamentou a morte de Lourival e revela que o departamento não chegou a receber nenhum ato formal confirmando que o agente corria risco de morte. “Nós não recebemos nenhum ato formal de órgão de inteligência que pudesse dar conta de que ele realmente corria risco de morte. Não tínhamos como aferir se aquela informação que chegou pra nós era verídica ou não. O que aconteceu é que essa informação acabou correndo em grupos de WhatsApp e chegou ao conhecimento do nosso setor de inteligência, que buscou o Lourival para repassar todo o conteúdo”, explicou Caricati.

O agente penitenciário teria sido orientado a procurar a polícia e foi retirado da “linha de frente” da unidade penal, sendo realocado para a portaria. Posteriormente também teria sido proposto que ele fosse transferido para outra unidade. Lourival não teria visto necessidade de registrar um boletim de ocorrência sobre as ameaças.

Execução

O agente penitenciário, Lourival de Souza, de 49 anos, foi assassinado no início da tarde desta quarta-feira (12). O crime aconteceu na Rua Targino Silva, no Jardim Primavera, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Segundo as investigações, quatro homens armados teriam executado o crime enquanto a vítima tomava banho.

O agente era funcionário do Departamento de Execução Penal do Paraná há 17 anos. Lourival foi inspetor na Penitenciária Estadual de Piraquara, a PEP 1. Atualmente estava lotado na Seção de Operações Especiais, o SOE.

Relatos de amigos e colegas apontaram que Lourival recebeu, há um mês, ameaças de morte.

Em nota, o Departamento Penitenciário afirmou que todos os registros de ameaças a servidores públicos são devidamente apurados pelo setor de inteligência do Depen. “Sobre esse caso, todas as medidas cabíveis foram adotadas pela penitenciária em que o policial penal estava lotado. Inclusive, por precaução, o servidor foi afastado da carceragem para que não tivesse contato com presos e, ainda, estava em processo de transferência para atuar em outra unidade penal. O Depen acompanha de perto as investigações e irá auxiliar no que for possível para esclarecer a morte do agente público”.

Foto: Colaboração/Banda B
Com informação da Banda B e Catve
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