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Cotidiano

CEONC: 5 dicas para proteger a sua pele do câncer

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo, correspondendo a 27% de todos os tumores malignos do país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde. Só para se ter uma ideia, no Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma esperados, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 83.770 em homens e de 93.170 em mulheres.

O surgimento de manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram e também o caso de feridas que não cicatrizam em quatro semanas deve acender o sinal de alerta. Esses sintomas podem ser indicativos do câncer de pele não melanoma, que ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como o rosto, o pescoço e as orelhas. O melanoma, por sua vez, pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Essas lesões podem ter formato assimétrico, bordas irregulares, mais de uma cor ou mudar de tamanho de forma rápida.

O CEONC Hospital do Câncer [MC1] entende que estar informado sobre a doença é a melhor maneira de preveni-la, diagnosticá-la e tratá-la. Por isso, a médica oncologista, Tariane Foiato, separou cinco dicas para você, leitor, proteger a sua pele do câncer.  Confira:

1. Evitar exposição solar no período das 09h/10h às 16h

A médica do CEONC, doutora Tariane Foiato, explica que a radiação ultravioleta é a principal chave no desenvolvimento de um tipo de câncer de pele chamado carcinoma espinocelular, principalmente quando ocorre de forma contínua. Os raios UVB são os maiores vilões.

Em um estudo, que levantou o histórico de exposição solar, nos últimos 2 anos, de 632 pacientes recém-diagnosticados com câncer de pele, foi concluído que os trabalhadores expostos a intensa radiação solar tiveram duas vezes mais chances de desenvolver o carcinoma espinocelular, em relação a aqueles com baixa ou nenhuma exposição.

Quando essa exposição ocorre de forma aguda causando “queimadura solar” ou intermitente, há então um fator de risco para outros tipos de câncer de pele, como carcinoma basocelular e melanoma.

2. Usar protetor solar acima de 30FPS e lembrar de reaplicar

O FPS é o valor que mede o nível de proteção contra os raios UVB e UVA2.

Quando aplicado em quantidade suficiente, a quantidade de radiação UVB absorvida pelos produtos de proteção solar FPS 15, 30 e 50 é de 93, 97 e 98 por cento, respectivamente.

Os protetores solares com FPS 15 são geralmente recomendados para uso diário. Existem cosméticos, inclusive, que já possuem filtro solar na sua composição e isso aumenta a adesão pelo uso diário. A maioria contém FPS entre 15 a 30 e pode ou não ser rotulado como de amplo espectro. Os cosméticos que fornecem proteção de amplo espectro devem ser preferidos aos que contém apenas filtros UVB.

Produtos de proteção solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior são recomendados para pessoas que realizam trabalhos ao ar livre, esportes ou atividades recreativas.

O tempo de aplicação e reaplicação são super importantes. Lembrar que para máxima efetividade do produto, esse deve ser aplicado 20 a 30 minutos antes de entrar na água ou exposição para poder formar um filme sobre a pele. E a reaplicação deve ser realizada a cada 2 horas, após suor intenso ou após natação.

3. Usar roupas que servem como barreira física, de preferência com proteção UVA/UVB, além de chapéus, óculos escuros, guarda-sol ou guarda-chuva.

Os métodos de barreira física para radiação solar funcionam e são outras armas para proteção.

A Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear introduziu um método de teste padronizado do fator de proteção ultravioleta (UPF) para tecidos em 1996 e estabeleceu regras para a rotulagem apropriada de roupas que afirmam oferecer proteção solar.

Curiosidades sobre o que pode colaborar com o aumento da UPF em tecido são:

● Composição dos fios (algodão, poliéster)

● Aperto da trama ou malha (quanto mais próximo maior o bloqueio)

● Cor (cores mais escuras são mais efetivas)

● Condição (roupas gastas e desbotadas podem ter avaliações reduzidas)

● Acabamento (alguns tecidos são tratados com produtos químicos que absorvem UV)

4. Realizar consultas médicas rotineiramente

Algumas características pessoais aumentam as chances de câncer: ter pele clara que não “ganha” cor e olhos claros, ruivos, efélides, envelhecimento. Uma classificação muito utilizada no meio médico é a de Fitzpatrick. Pessoas com pele clara tem uma incidência quase 100 vezes maior de câncer de pele que pessoas com pele mais escura.

A área de pele cicatrizada em região de queimadura pode sim ser um fator de predisposição para o câncer de pele chamado espinocelular. Geralmente aparece após 15 a 20 anos do ocorrido e tem um nome especial que é Ulcera de Marjolin. Áreas de ulceras crônicas como as vasculares também podem predispor a essa alteração.

A consulta médica de rotina permite diagnósticos precoces e, desta forma, tratamentos mais eficientes, com maiores chances de cura.

5. Ter bons hábitos de vida

Práticas de vida saudáveis são essenciais para manter a integralidade e bom aspecto não somente da pele, mas de todo o funcionamento do organismo. Isso inclui ter um sistema imunológico em pleno funcionamento para combater possíveis células danosas.

O cigarro é muito prejudicial à saúde da pele e pode aumentar as chances de desenvolver o câncer de pele, além de predispor ao envelhecimento precoce. Um estudo australiano, realizado em 2017, envolvendo quase 44 mil pessoas, conclui que os tabagistas tiverem duas vezes mais câncer de pele do tipo espinoceular em comparação aos que não fumavam, mesmo após ajustes.

Sobre o CEONC

O CEONC Hospital do Câncer tem mais de 27 anos de história, estando presente em Cascavel e Francisco Beltrão. O centro médico conta com mais de 30 especialistas de diversas áreas da Oncologia.

O hospital oferece atendimento completo e diferenciado, com tratamentos radioterápicos, quimioterápicos, exames de imagem (mamografia, PET CT, Ressonância Magnética, entre outros) e procedimentos cirúrgicos, inclusive minimamente invasivos.

A presença do CEONC em Cascavel e Francisco Beltrão, com seu corpo clínico e tecnologias, transforma essas duas cidades em centros de atendimento oncológico.

Com informação da CGN

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