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Cotidiano

Índice de infestação do mosquito da dengue aumenta em Marechal Rondon

Secretaria de Saúde rondonense programou arrastão para este sábado (18)

Mais de 6 mil casos de dengue confirmados no Paraná. Destes, cerca de 2 mil nos últimos 20 dias. Mais de 20 municípios em estado de epidemia, inclusive, na região oeste. Em virtude destes números, a Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon está tomando algumas medidas preventivas para evitar que Marechal Rondon também tenha um surto da doença.

O ano epidemiológico iniciou em 1º de agosto de 2019 e segue até 31 de julho de 2020. Desde o início até agora, Marechal Rondon registrou quatro casos de dengue, sendo dois autóctones e dois importados, além de 28 notificações de suspeitas que já foram descartadas.

O que tem preocupado o setor de saúde é o aumento no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Conforme dados repassados nesta semana pelo secretário interino de Saúde, Rafael Heinrich, e pelo diretor do Setor de Endemias, Sérgio Radke, o levantamento nos meses de novembro e dezembro apontou índice 0,9%. Já a inspeção realizada em cerca de 2 mil imóveis entre os dias 6 e 10 de janeiro, mostrou dados de 3,2%, ou seja, um aumento considerável.

O clima tem se mostrado favorável para a proliferação, com chuva e calor. Porém, vale lembrar que o mosquito só se reproduz se encontrar um local com água parada. O poder público está fazendo a sua parte e precisa do apoio da população.

Toda a equipe de endemias trabalha diariamente buscando focos. Conforme Sérgio, em casos recorrentes são aplicadas notificações e caso o morador do imóvel não regularize a situação, são aplicadas multas. Nesta semana, inclusive, um imóvel foi multado com valores pesados, por ser recorrente nos focos.

Sérgio lembra que estão sendo encontradas larvas do mosquito nos locais mais variados, como fontes de água dentro das residências, copos que servem para guardar escovas de dente, tampas de garrafas, copos descartáveis, bebedouros de água para animais de estimação, entre outros. O diretor do setor de endemias lembra também que um local muito comum e que poucos estão dando atenção, são as calhas nos telhados. Nestes locais são inúmeros os casos encontrados, por isso pede-se que a população revise estes espaços.

ARRASTÃO

Em três bairros o LIRAa apresentou índices maiores, sendo eles São Lucas, Marechal e São Francisco. Por isso o setor de saúde programou arrastão nestes locais no sábado, dia 18, quando mais de 40 colaboradores do setor de endemias, além de demais secretarias municipais, colaboradores do SAAE e a Cooperagir (Cooperativa de Agentes Ambientais de Marechal Rondon) estarão fazendo vistorias e recolhendo materiais com o apoio de oito caminhões e quatro retroescavadeiras. O objetivo é realizar a recolha de entulhos, eletrônicos e eletrodomésticos inservíveis, além de materiais recicláveis em geral, pneus, e outros materiais que possam acumular água e propiciar o aparecimento de focos do mosquito. Ao mesmo tempo estarão sendo repassadas informações para a população da necessidade de todos se engajarem nesta luta.

O secretário interino de Saúde, Rafael Heinrich, pede que a população destes bairros deposite até sábado os materiais inservíveis que estão dentro das residências na área pública, em frente às casas e lotes, para que as equipes façam a recolha dos materiais, menos galhos. “Após o último levantamento realizado entramos em estado de alerta. Não podemos deixar estes índices subirem mais, mas sim, precisamos reduzi-los. Medidas estão sendo tomadas por parte do poder público, porém, somente terão efeito se a população colaborar. Os munícipes precisam entender que todos são corresponsáveis em conter o mosquito. O arrastão estará concentrado nos bairros onde os índices foram maiores, porém, caso haja necessidade, as equipes serão deslocadas para outros locais também. Precisamos vencer o mosquito para evitar problemas”, destaca Rafael.

A dengue causa graves problemas na saúde humana, como febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais extremos, pode levar a pessoa a óbito. No ano passado o Brasil registrou 800 casos de morte por dengue.

NÃO HÁ EPIDEMIA

No final da tarde de ontem, quarta-feira (16), uma mensagem circulou nas redes sociais dizendo de que Marechal Rondon estava a caminho de uma epidemia de dengue, em virtude das inúmeras notificações que estariam acontecendo diariamente, com suspeitas de dengue. Conforme o secretário interino de Saúde, Rafael Heinrich, a informação não procede. Ele volta a ressaltar de que o apoio da população é muito importante para que isso não aconteça, porém, no momento, os números de casos confirmados e notificações não são alarmantes.

O município, pelo número de habitantes, para ser declarado em situação de epidemia, deveria confirmar mais de 150 casos da doença, enquanto o número atual de confirmações é de apenas quatro.

O diretor do Setor de Endemias, Sérgio Radke, e o secretário interino de Saúde, Rafael Heinrich,

analisam os números neste início de ano e traçam ações para evitar a proliferação do mosquito.

Secretário Rafael Heinrich fala sobre Casos de Epidemia

 

 

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