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Cotidiano

Médicas postam fotos de biquíni em protesto contra estudo sobre conduta inapropriada

Após um estudo sobre o comportamento de profissionais da saúde nas redes sociais ser divulgado na publicação americana especializada em medicina Journal of Vascular Surgery, diversas médicas por todo o mundo compartilharam fotos de biquíni com a hashtag #MedBikini como forma de protesto.

A pesquisa, que foi divulgada em dezembro do ano passado, mas acabou ganhando visibilidade nas redes sociais apenas nesta semana, sugere que o paciente, ao optar pelo seu médico, deve levar em consideração o conteúdo divulgado pelo profissional em suas mídias digitais.

Os pesquisadores analisaram fotos pessoais de 235 médicos e chegaram à conclusão de que 61 deles apresentavam um “comportamento antiprofissional”. Entre as justificativas do estudo, estava o consumo de álcool, o uso de linguagem inapropriada e a publicação de fotos de biquíni.

Em resposta, médicas de todo o mundo estão postando fotos com a hashtag #MedBikini,  protestando por seu direito de ter uma vida pessoal fora do trabalho e contestando o “caráter sexista” do estudo.

Médicas do mundo inteiro protestaram:

A médica Candice Myhre, do Havaí, fez um longo desabafo sobre o caso em seu perfil do Instagram. Ela postou uma foto em que aparece de biquíni socorrendo um homem machucado na praia.

“Doutora Biquíni salvará sua vida no meio do oceano quando for atropelado por um barco (…) Podemos usar o que quisermos em nosso tempo livre e ainda salvar sua vida”, escreveu ela.

“Cirurgiãs podem usar biquínis”, escreveu a médica mexicana Daisy Sanchez.

“Isso não me faz menos capaz! Existe vida além da medicina e com toda certeza eu tenho a minha”, escreveu estudante de medicina Marília Kintschev.

“Sim, em pleno 2020 continuam julgando a competência de mulheres, agora, por suas fotos nas mídias sociais”,  desabafou a médica gaúcha Thaís Areias de Oliveira.

“Minhas fotos de biquíni, ou seja lá com que roupa eu estiver usando, não vão definir o tanto de tempo que abdiquei de sair com meus amigos, de ficar com minha família, as noites em claros que fiquei, as vezes que fiquei me matando para aprender um assunto para atender da melhor forma os meus  futuros pacientes. Com toda certeza, não definem as médicas fantásticas que tive o prazer de conhecer”, escreveu a estudante de medicina Leiliane Brito.

Após repercussão, publicação pede desculpa

Por causa da reação negativa ao estudo, um dos autores da pesquisa e a publicação pediram desculpas. O Journal of Vascular Surgery anunciou, ainda, que o estudo será retirado do ar.

Com informação da : GauchaZH 

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