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Cotidiano

‘Nada a comemorar’, diz irmã de fisiculturista após decisão que leva Raphael Suss a júri

A irmã da fisiculturista Renata Muggiati, Tina Muggiati, falou nesta quinta-feira (10) sobre a decisão da Justiça de levar o médico Raphael Suss Marques a júri popular. Em entrevista coletiva concedida ao lado do assistente de acusação, Claudio Dalledone, ela disse que “não tem nada a comemorar”, já que a irmã dela não está mais aqui.

Tina, que se tornou ativista dos direitos da mulher após a morte da irmã, comentou que o sentimento é o mesmo de antes da decisão e que acredita que algo só vá mudar com a condenação. “O alívio não existe, uma vez que perdi uma irmã brutalmente assassinada por um homem que ainda tentou simular um suicídio. Por quatro anos aguardávamos esse júri e doutor Dalledone sempre foi enfático em me dizer que esse dia chegaria”, disse.

Durante a entrevista, Tina ainda criticou o comportamento que considera abusivo de Raphael durante o relacionamento com Renata. “Ele afastou minha irmã não só da família, mas também de amigos de anos. Alguns colegas de profissão, que há dez anos treinavam com ela, foram afastados e minha irmã nem mesmo pode continuar treinando com homens. Isso, obviamente, deixou ela sem dinheiro e ao Raphael passou a obrigar que chegasse em casa antes das 18 horas”, explicou.

Em decisão de pronúncia, a juíza Taís de Paula Scheer definiu que o médico Raphael vá a júri popular. Além disso, ela manteve a prisão preventiva de Raphael, acusado por homicídio qualificado (feminicídio, motivo torpe e sem dar possibilidade de defesa para a vítima), lesão corporal e fraude processual.

Segundo semestre de 2020

Para o advogado da família Muggiati e assistente de acusação no processo, Claudio Dalledone, o júri popular deve acontecer no segundo semestre de 2020. “Como provavelmente teremos recurso da defesa, o júri ainda deve levar esse tempo para acontecer. E, pelos meus 25 anos de júri, posso dizer que as provas são exuberantes, perfeitas e concluem com uma clareza solar que Raphael assassinou Renata Muggiatti”, disse.

O defensor ainda lamentou estar viajando no dia em que Renata morreu. “Antes de morrer, ela me procurou como advogado e pediu socorro por estar diante de um agressor. Eu a oriento que procure a delegacia de polícia, já que não estava em Curitiba, senão teria ido a seu socorro não tenha dúvida disso. Infelizmente não deu tempo, já que acabei sendo informado pelo ex-namorado dela que a Renata havia sido encontrada morta após uma queda de prédio. De posse das informações que gravei no aparelho de celular, procuro a Delegacia de Homicídio e forneço o que tinha, o que faz a perícia constatar a situação de homicídio e não queda de nível”, concluiu.

O texto é da BANDA B.

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