Policial Cascavel

Detentos amarraram Leandro na grade da cadeia durante surto de abstinência antes da morte, relata advogado

Ele foi recebido pelo policial penal Givanildo, que detalhou os acontecimentos que levaram à morte de Leandro.

11/01/2025 08h38
Por: Marcio Cerny Fonte: CGN
Foto: CGN
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O advogado Francisco Celiomar, representante da família de Leandro Aparecido Galvão, de 40 anos, detento que morreu na manhã desta sexta-feira (10) na Cadeia Pública de Cascavel, gravou um vídeo e divulgou para a imprensa, para esclarecer os relatos obtidos sobre as circunstâncias do óbito.

“Antes de mais nada, gostaria de externar meus sinceros sentimentos aos familiares e amigos do Leandro”, iniciou o advogado, que se deslocou até a unidade prisional assim que soube do ocorrido. Ele foi recebido pelo policial penal Givanildo, que detalhou os acontecimentos que levaram à morte de Leandro.

De acordo com o advogado, o policial relatou que Leandro teria sofrido um surto, possivelmente causado por uma crise de abstinência, já que ele era dependente alcoólico. Durante o surto, o detento teria começado a se debater contra as paredes e as grades da cela.

“Segundo o relato, ele foi contido pelos próprios colegas de cela, que o amarraram às grades até que o DEPPEN pudesse intervir e conduzi-lo para atendimento”, explicou Celiomar. Ainda conforme o advogado, durante a remoção para atendimento, Leandro teria começado a convulsionar, sofrido uma parada cardiorrespiratória e, infelizmente, não resistiu.

Celiomar também destacou que conversou com dois detentos que estavam na cela com Leandro e que confirmaram a versão apresentada pelo policial penal.

O advogado reforçou a importância de aguardar os resultados das investigações realizadas pela Polícia Científica e demais autoridades competentes para esclarecer o caso. “Entendo a dor e o sentimento da família neste momento, que busca respostas e explicações sobre o ocorrido. Contudo, o momento agora é de luto, e na sequência teremos as respostas por parte das autoridades”, concluiu.

A família de Leandro, que já havia manifestado dúvidas sobre o caso ao perceber ferimentos no corpo do detento durante o velório, aguarda os laudos periciais para entender exatamente o que ocorreu nas últimas horas de vida de Leandro dentro da unidade prisional.

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