Foto: Ramon Pereira/RPC

Mãe acusada de morte e tortura de bebê de 9 meses é presa na região de Curitiba, diz polícia

A mãe de um bebê de 9 meses que morreu por suspeita de maus-tratos foi presa preventivamente - por tempo indeterminado - no sábado (22), em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, de acordo com a Polícia Civil.


O pai tinha sido preso em 4 de maio, no bairro Batel, em Curitiba. A criança morreu em 2 de março deste ano, após ficar quatro dias internada em um hospital da capital. O bebê tinha fraturas e outros ferimentos.


Na sexta-feira (21), quando autorizou a prisão da mãe, a juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba, também aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra os pais.
(ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, o G1 informou que os pais foram indiciados neste sábado, 22, quando também houve a prisão da mãe. Na verdade, na sexta, 21, ambos se tornaram réus pela morte do bebê. O indiciamento havia ocorrido em 27 de abril. A informação foi atualizada às 19h40 deste sábado, 22).


Com isso, pai e mãe se tornaram réus pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. No caso do mãe, a qualificadora é pelo crime ter sido mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima.
 
No caso do pai, além da mesma qualificadora que a mãe, ele também teve a denúncia de homicídio qualificado aceita por motivo torpe. O G1 tenta localizar a defesa dos réus.
"Assim, ao menos em um juízo sumário de cognição, entendo que há indícios de autoria em desfavor dos acusados, bem como que se encontram preenchidos os requisitos necessários para o recebimento da denúncia", afirmou a juíza.
 

Investigação
 
A investigação, que durou mais de dois meses, foi concluída neste sábado (22) com a prisão da mãe do bebê.
Porém, em 27 de abril, a delegada responsável pelo caso, Patrícia Paz, tinha encaminhado o inquérito e o pedido de prisão ao MP-PR. A promotoria apresentou a denúncia à Justiça contra os pais na terça-feira (18).


"A representada, juntamente com seu companheiro Everton, praticaram o delito contra o próprio filho, ou seja, uma criança com apenas nove meses de idade e sem qualquer possibilidade de oferecer resistência, por motivo torpe (vingança), em razão de desavenças pretéritas envolvendo o casal", diz trecho.


Segundo a delegada que investigou o caso, a mulher estava na casa de parentes neste sábado e se preparava pra fugir.
Ela disse que a mãe contou que via "algumas práticas" do pai da criança, mas que tinha medo dele. Patrícia explicou que a investigação mostra que ela tinha conhecimento das agressões do marido no filho e se omitiu de evitar a morte da criança.
Uma semana após a morte do filho, a mulher foi flagrada se divertindo em uma praia. Conforme a delegada, depoimentos e fotos comprovam extrema frieza dos pais.


Ainda de acordo com Patrícia, ficou comprovado que o bebê passou por intenso sofrimento físico e psicológico e que tinha fraturas antigas na perna e no braço.


A delegada afirmou que as agressões começaram a partir do quarto mês de vida da criança, quando os pais passaram a morar juntos. Segundo ela, no início o pai pediu exame de DNA e não tinha registrado o filho.
 
Quando chegou ao hospital, em março, a criança tinha hematomas pelo corpo, edema no cérebro e lesões antigas, segundo a polícia.

 

Com informação do G1/Paraná

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