Foto: R7 / PNP

Paraguai devolve ao Brasil libanês suspeito de ligação com Hezbollah

Assad Ahmad Barakat é apontado como um dos líderes do grupo na tríplice fronteira e é investigado por lavagem de dinheiro

O Paraguai devolveu na sexta-feira 09 de abril de 2021, o libanês Assad Ahmad Barakat ao Brasil, onde é investigado por lavagem de dinheiro e ligações com o Hezbollah e apontado como um dos líderes do grupo na tríplice fronteira.

Barakat foi condenado ontem pela justiça paraguaia a dois anos e meio de prisão por falsificação de documentos, em audiência judicial realizada por teleconferência e após a qual o Ministério Público solicitou sua expulsão do país e consequente devolução ao Brasil.

No ano passado, o libanês foi extraditado pelo Brasil para o Paraguai pela segunda vez, após ter sido preso em setembro de 2018 na cidade de Foz do Iguaçu por falsificação de documentos. Na época, havia contra Barakat um mandado de prisão internacional emitido pela Interpol. Desde setembro de 2019 e até essa extradição, o libanês ficou preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba.

Além disso, ele foi investigado na Argentina, que em julho de 2018 alertou sobre "possíveis ações criminosas" na tríplice fronteira por parte do chamado "Clã Barakat", supostamente composto por libaneses suspeitos de lavagem de dinheiro e financiamento do grupo xiita libanês Hezbollah.

Em 2003, após solicitação do Paraguai, Barakat foi extraditado pelo Brasil ao país vizinho pela primeira vez, para ser julgado por casos de apologia ao crime, evasão de divisas e falsificação de marcas de produtos, e acabou condenado a seis anos de prisão pela Comissão de Crimes de Evasão Fiscal.

Cinco anos depois, após deixar a prisão, Barakat voltou a morar no Brasil e a fazer negócios no Paraguai, Argentina e Chile.

Assad Ahmad Barakat foi incluído em 2006 na lista do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sobre pessoas e entidades que financiam o Hezbollah na região da tríplice fronteira.

De acordo com as investigações, a organização "teria laços estreitos com a liderança" do Hezbollah a partir de seu centro de operações em uma galeria localizada em Ciudad del Este, segunda maior cidade do Paraguai e vizinha de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú (Argentina).

 

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