Secretária de Saúde apela à população rondonense: “não é hora de aglomerar”

O Poder Legislativo de Marechal Cândido Rondon promoveu, na tarde da última sexta-feira (28), audiência pública da Secretaria Municipal de Saúde.

 

 

 

Na pauta esteve a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2021.

 

 

O evento foi presidido pelo vereador Rafael Heinrich, e teve também a presença dos vereadores João Eduardo dos Santos (Juca) e Vanderlei Sauer. Cristiano Metzner (Suko) participou via on-line.

 

 

Ao responder perguntas de vereadores e da população, a secretária de Saúde, Marciane Specht, demonstrou grande preocupação com a atual situação da pandemia no município e no Paraná.

 

 

O forte aumento de casos registrados nas últimas semanas deixou o número de leitos para tratamento da doença próximo do limite.

 

 

Na sexta-feira, dia da audiência, Marechal Cândido Rondon estava com 303 casos confirmados, próximo do pico registrado em março, de 359 pessoas com a doença.

 

 

A perspectiva é de que o número de pacientes continue crescendo nos próximos dias, se não houver maior conscientização das pessoas.

 

 

Marciane apelou à população: “Não é hora de aglomerar.

 

 

 

Não é hora de fazer festinha de criança.

 

 

 

Não é hora de almoços grandes de família. Não é hora de passeio.

 

 

Como autoridade sanitária no município, eu preciso falar: aquele que já está consciente, continue fazendo seu papel.

 

 

 

E aquele que, por algum motivo, deixou de fazer a sua parte, retome os cuidados porque os leitos de UTI e enfermaria são únicos e não existe mais muita capacidade instalada no Paraná para abertura de novos leitos.

 

 

 

Os números mostram que, agora, os pacientes ficam mais graves. Não há dinheiro que compre uma vaga no leito de UTI”.

 

 

 

A secretária de Saúde também reforçou o pedido para que, além do distanciamento social, as pessoas continuem fazendo o uso de máscaras, de álcool em gel e que lave as mãos com frequência.

 

 

 

 

Ela ainda alerta aos que já foram vacinados para que continuem seguindo as mesmas normas de prevenção, pois a vacina diminui a gravidade da doença, mas não garante a imunidade total.

 

 

 

Outra solicitação é para que a população utilize sempre os postos de saúde para buscar o atendimento inicial. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é para casos de urgência e emergência.

 

 

 

 

“Mesmo com sintomas respiratórios, o ideal é buscar primeiro o posto de saúde”, reforça Marciane.

 

 

 

Tratamento precoce

 

 

 

Presente na audiência pública, o médico Tiago Krielow, diretor técnico da UPA, se manifestou sobre a utilização de remédios para tratamento precoce, que muitas vezes é solicitado por pacientes com COVID-19.

 

 

 

 

“O principal tratamento precoce é distanciamento, uso de álcool e máscara.

 

 

 

 

Todo médico tem autonomia de prescrever ou não medicamentos.

 

 

 

A maioria dos grandes estudos mostra que não há muito efeito nos ditos medicamentos de tratamento precoce.

 

 

 

Diariamente eu atendo pacientes que usaram medicamentos x e y e falam: ‘não ia funcionar’?”, relatou o diretor.

 

 

 

 

Ele acrescentou que recebe diariamente pedidos de tratamento precoce.

 

 

“A gente que trabalha na UPA vê todo dia paciente que usava e não funcionou.

 

 

 

Estudos mostram que 80% da população vai evoluir bem; 20% vai precisar reconsultar um médico; 15% vai evoluir para hospitalização e 5% ou menos vai precisar ser entubado.

 

 

 

Se eu prescrever para 100 pessoas tratamento precoce, em teoria 80 melhorariam sem. Então, posso dizer que usei e melhorei? Não.

 

 

 

 

É que você faz parte dos 80% que iriam melhorar só com os outros medicamentos prescritos”, exemplifica.

 

 

 

Há poucos dias, nova nota técnica do Ministério da Saúde desorientou o uso da ivermectina, hidroxicloroquina e da azitromicina, entre outros medicamentos, para tratamento do COVID-19.

 

 

 

 

 

Tiago lamentou que, em meio à pandemia, ocorra a politização da doença: “Algumas pessoas acham que a vacina não funciona e aí não se vacinam.

 

 

 

Temos duas pacientes que estão entubadas e estavam na categoria para vacinar e optaram por não, por causa de boatos de que a vacina não funciona. Isso é muito triste”.

 

 

Secretária Municipal de Saúde, Marciane Specht: “momento é preocupante”

 

 

 

 

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