Tabagismo pode estimular o contágio da Covid-19

Hoje (31), no Dia Mundial Sem Tabaco, a Secretaria de Saúde de Pato Bragado reforça o alerta sobre as doenças e mortes evitáveis, relacionadas ao tabagismo, como a Covid-19. 

Responsável pelo grupo de Tabagismo, instituído pela Secretaria Municipal de Saúde, a psicóloga Vanessa Fernanda Schons Ripp declara que o tabagismo integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa. “Além disso, os riscos do tabagismo também são relacionados ao contágio da Covid-19, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca”, reforça. 

 

RELAÇÃO COVID-19 E OUTRAS DOENÇAS

Vanessa revela que baseada nos indicativos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tabagismo é uma condição importante para complicações da Covid-19. “O Inca revela que diversas pesquisas identificaram que entre os pacientes com pneumonia por Covid-19, as chances de progressão para as formas mais graves da doença, com insuficiência respiratória e morte, foram significativamente maiores em fumantes do que entre não fumantes”, frisa a profissional. 

Além disso está comprovado que o tabagismo aumenta o risco de complicações de dezenas de doenças, em especial, as cardiovasculares isquêmicas, infarto do miocárdio e derrame cerebral, doenças respiratórias (bronquite e enfisema) e diversos tipos de câncer. 

 

ATENÇÃO INDIVIDUAL

Em Pato Bragado, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e todas as restrições sociais e sanitárias impostas, os encontros dos grupos com profissionais devidamente capacitados para lidar com a problemática foram substituídos pelos atendimentos individuais.  “Basta me procurar na Unidade de Atenção Primária à Saúde da Família (UAPSF) ou um dos profissionais médicos na Unidade Básica de Saúde (UBS) que será providenciado o devido encaminhamento para início do tratamento do paciente”, informa Vanessa.  

 

VIDA NOVA

A aposentada e dona de casa, Marlene Schaefer Fachini, foi uma das ‘alunas’ que participou ativamente dos grupos. Aos 13 anos ela 

começou a fumar cigarros e hoje com 60 anos, há 04 conseguiu se livrar do vício com apoio do grupo de tabagismo. 

Ela afirma que o cigarro a deixava constrangida em diversas situações ao lado de outras pessoas, por conta dos odores ruins que causava no corpo, nas roupas, no hálito e quando foi procurada por profissionais da saúde para integrar o grupo, de imediato aceitou. “Hoje sou uma outra pessoa e confesso que tenho nojo do cigarro. Me sinto muito bem quando converso como outras pessoas e sou mais feliz, considerando ainda minha saúde que está bem melhor”, garante, acrescentando que chegou a pesar apenas 48 quilos.

Ela agradece a equipe responsável pelo grupo (dentista, educadora física, farmacêutica, fisioterapeuta, médico, nutricionista e psicóloga) e conclui: “Gostaria que todos vencessem esse vício, porque além de quem fuma, todas as pessoas ao redor são prejudicadas. Era muito ruim ter que sair dos estabelecimentos como lanchonetes para fumar, sustentar o vício. Eu sabia que estava errada em meio aos amigos que não fumavam”, pontua Marlene. 

 

DADOS

No Brasil, de acordo com o Inca, 443 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo. R$125.148 bilhões são os custos dos danos produzidos pelo cigarro no sistema de saúde e na economia e 161.853 mortes anuais poderiam ser evitadas. Quanto às mortes anuais atribuíveis ao tabagismo: 37.686 correspondem à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), 33.179 a doenças cardíacas, 25.683 a outros cânceres, 24.443 ao câncer de pulmão, 18.620 ao tabagismo passivo e outras causas, 12.201 à pneumonia e 10.041 ao acidente vascular cerebral (AVC).

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