TJPR decide que Cristiana Brittes irá a júri popular pela morte de Daniel

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, nesta quinta-feira (20), que Cristiana Brittes irá responder pelo homicídio do jogador Daniel Corrêa Freitas no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. No ano passado, a mulher de Edison Brittes tinha ficado de fora da lista dos envolvidos no crime que iriam a júri popular por decisão da juíza Luciani Regina Martins de Paula.

A decisão foi revertida pelo TJ após apelação criminal do assistente de acusação e do Ministério Público. O advogado de defesa da família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior, disse em entrevista à Banda B que irá recorrer.

"Nós respeitamos, mas iremos recorrer já que contraria a posição do próprio Ministério Público de 2° grau e a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, entre outras imperfeições que enxergamos nessa decisão. Nós temos aí, por exemplo, a ausência de intimação de todas as outras defesas, então isso tudo não tem como se consagrar", disse o advogado.

Outra determinação dos desembargadores da 1ᵃ Câmara Criminal do TJ foi a retirada do crime de fraude processual para seis, dos sete réus. Evellyn Brisola Perusso que responde unicamente por este crime não teve o recurso julgado e responde pela acusação em separado.

"Um caso de muita repercussão e isso influenciou na decisão dos desembargadores. Tem muita coisa pra acontecer ainda, o processo está muito longe de estar pronto para ir a julgamento no plenário do Tribunal do Júri", acrescentou Dalledone.

O assistente de acusação, Nilton Ribeiro, afirmou à Banda B que a decisão do colegiado corrige um equívoco. !Hoje foi corrigido um equívoco, com o máximo respeito, determinando que a Cristiana seja julgada pelo Tribunal do Júri. A defesa da família do Daniel vê isso como uma correção de rumos, se colocou novamente nos trilhos esse caso, e ela vai acompanhar todos os outros no banco dos réus", disse Ribeiro.

Cristiana Brittes responde agora por homicídio qualificado pelo motivo torpe, além de corrupção de menor e coação do curso do processo.

Caso Daniel
Segundo a denúncia do MP-PR, o jogador Daniel Correa Freitas participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ?after? na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.

Com informação da Banda B

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