A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre a morte de duas primas de 18 anos que desapareceram após saírem de uma casa noturna em Paranavaí, no Noroeste do estado. O inquérito apontou Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, como responsável pelos homicídios de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida. Um segundo homem, de 29 anos, foi indiciado por ocultação de cadáveres.
As jovens desapareceram em abril deste ano, depois de saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. Elas foram vistas pela última vez na madrugada do dia 21, após passarem por uma casa noturna em Paranavaí. Os corpos foram encontrados quatro meses depois, em 21 de agosto, enterrados em uma área rural de Paraíso do Norte.
Conforme a Polícia Civil, os exames periciais indicaram que as duas jovens foram assassinadas a tiros. Sttela foi atingida por disparos na cabeça e no tórax enquanto estava dentro da caminhonete do principal suspeito. Letycia foi baleada na região do crânio quando estava fora do veículo.
As apurações indicaram que as mortes ocorreram após um desentendimento que teria começado possivelmente dentro da casa noturna. Para esclarecer o caso, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, registros de deslocamento, depoimentos de testemunhas e resultados de exames periciais.
Segundo a polícia, as imagens mostraram que as primas chegaram ao estabelecimento acompanhadas de Clayton, que deixou o local antes delas. Posteriormente, uma caminhonete compatível com a utilizada pelo suspeito foi registrada nas proximidades de uma saída lateral da casa noturna.
Testemunhas também relataram que Clayton teria admitido a responsabilidade pelas mortes. Os depoimentos foram confrontados com os demais elementos reunidos durante a investigação.
Clayton morreu em 21 de agosto, durante uma intervenção policial em Mandaguari, no Norte do Paraná, no contexto do cumprimento de medidas judiciais. A morte ocorreu na mesma data em que os restos mortais das duas jovens foram localizados.
Com a morte do principal investigado, ele não poderá ser responsabilizado criminalmente, embora a conclusão da investigação sobre sua participação nos homicídios ainda deva ser analisada pela Justiça.
O segundo investigado, de 29 anos, admitiu ter auxiliado no transporte e no enterramento dos corpos, além de indicar aos policiais o local onde as vítimas estavam. Conforme a Polícia Civil, não foram reunidas provas suficientes para atribuir a ele participação direta nos assassinatos.
A identificação das jovens foi confirmada por meio de exames de odontologia forense. Os exames antropológicos apontaram os disparos de arma de fogo como causa das mortes.
Com a conclusão do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
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