Um homem, de 58 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por estupro de vulnerável cometido contra a própria neta, de 10 anos. A ação policial ocorreu no Bairro Interlagos, e mobilizou equipes para garantir a interrupção da violência e a segurança imediata das crianças da família.
Assim que as primeiras informações chegaram ao conhecimento da Polícia Civil, o Delegado de Polícia e seus agentes, com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), deslocaram-se diretamente até a residência onde os fatos teriam ocorrido.
No local, os policiais constataram que o ambiente familiar apresentava alto nível de tensão e intimidação. Durante as investigações, a equipe tomou conhecimento de que o irmão da vítima, um adolescente de 15 anos, havia saído em defesa da menina e, por essa razão, vinha sofrendo graves ameaças e represálias de parentes, necessitando buscar abrigo provisório em vizinhos.
Diante do risco iminente, os policiais resgataram a menina e seu irmão, transportando ambos com segurança até a sede da Delegacia de Polícia. Imediatamente, o Conselho Tutelar foi acionado pela Autoridade Policial para acompanhar todo o procedimento e prestar o acolhimento institucional e psicossocial necessário aos menores.
A equipe de investigação da PCPR colheu depoimentos fundamentais de testemunhas e vizinhos, os quais relataram que a vítima foi encontrada chorando na rua sob a chuva, momento em que recebeu acolhimento e conseguiu, pela primeira vez, romper o silêncio e relatar os atos libidinosos que vinha sofrendo de forma reiterada por parte do avô.
Ao ratificar a prisão em flagrante, a Autoridade Policial destacou que a vítima só encontrou condições psicológicas e ambiente de segurança para denunciar os abusos quando recebeu proteção de terceiros, fora da esfera de coação e vigilância do agressor.
Com a confirmação da materialidade e dos indícios de autoria, e após a constatação de que o autuado estaria organizando uma possível fuga para o Paraguai, o Delegado de Polícia formalizou a representação perante o Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
Além do encarceramento do suspeito, a PCPR representou pela concessão urgente de Medidas Protetivas de Urgência em favor dos menores, assegurando o seu distanciamento legal de qualquer contato, coação ou ameaça.
Diante do contexto, o Delegado de Polícia deixou de arbitrar fiança, e o preso foi transferido à cadeia pública de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia.
A investigação prosseguirá pela Delegacia do NUCRIA, onde serão tomadas as demais medidas de Polícia Judiciária e de acolhimento cabíveis ao caso. A PCPR reitera o seu compromisso inadiável e inafastável de combater delitos que vitimem crianças e adolescentes.
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