Policial Paraná

PCPR orienta população sobre como identificar e evitar o golpe do falso advogado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população sobre os cuidados necessários para identificar o golpe do falso advogado, modalidade em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.

30/10/2026 11h35
Por: Marcio Cerny Fonte: Marechal News
PCPR orienta população sobre como identificar e evitar o golpe do falso advogado

Recebeu uma mensagem informando que você tem dinheiro de um processo judicial para receber, mas precisa pagar uma taxa antes? Atenção, pode ser golpe! A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população sobre os cuidados necessários para identificar o golpe do falso advogado, modalidade em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.

Nesse tipo de fraude, os golpistas entram em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, geralmente utilizando nomes, fotografias e informações verdadeiras de advogados ou escritórios de advocacia. Em alguns casos, também apresentam dados reais de processos judiciais para convencer a vítima de que existe um valor disponível para saque.

A abordagem costuma começar com uma notícia boa: a pessoa teria vencido uma ação judicial e estaria prestes a receber uma indenização. No entanto, para que o dinheiro seja liberado, seria necessário realizar um pagamento antecipado, geralmente por Pix, referente a supostas taxas, impostos ou despesas processuais.

A PCPR alerta que pedidos de transferências para contas desconhecidas, principalmente quando acompanhados de promessas de liberação imediata de valores judiciais, devem ser vistos com desconfiança. A existência de informações verdadeiras sobre um processo não significa que a mensagem tenha sido enviada pelo advogado responsável.

Mas como saber se a mensagem é verdadeira? Antes de realizar qualquer pagamento, a orientação é entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando um número de telefone já conhecido ou outro canal oficial. Não é recomendado confirmar as informações apenas pelo contato que enviou a mensagem suspeita.

Conforme o delegado da PCPR Fernando Garbelini, a verificação deve ser feita antes de qualquer transferência. “Nesses casos, a vítima pode entrar de imediato em contato com o seu advogado. Ligue ou vá até o escritório para verificar a procedência das informações que foram passadas por aplicativo de mensagens”, orienta.

Outro sinal de alerta é a pressa. Mensagens que exigem pagamentos imediatos, estabelecem prazos curtos ou afirmam que a vítima perderá o dinheiro caso não faça a transferência podem ser utilizadas para impedir que as informações sejam verificadas.

A PCPR também recomenda conferir os dados do destinatário antes de qualquer transação bancária, desconfiar de mudanças repentinas no número de telefone do advogado e não compartilhar documentos, senhas ou códigos de verificação com contatos desconhecidos.

E se o criminoso souber detalhes do processo? Mesmo nessa situação, é necessário verificar a identidade de quem entrou em contato. Informações sobre determinadas ações judiciais podem ser consultadas publicamente, o que permite que golpistas utilizem dados verdadeiros para dar credibilidade à fraude.

FUI VÍTIMA. O QUE FAZER? – Caso tenha realizado alguma transferência, a primeira medida é entrar em contato com o banco e informar a suspeita de fraude. Nas transações realizadas por Pix, a vítima pode solicitar a análise do caso por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento destinado a situações de fraude.

A vítima também deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, pela internet, no site da PCPR, ou presencialmente em uma delegacia.

Para auxiliar nas investigações, é importante guardar comprovantes de transferências, capturas de tela das conversas, números de telefone utilizados pelos suspeitos e documentos encaminhados durante a tentativa de golpe.

A PCPR reforça que se houver dúvida, não faça o pagamento.

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